domingo, 1 de maio de 2011
bagunça.
tudo parecia estar sempre no mesmo lugar, tudo tão arrumadinho, impecável.
E eu me perguntava o porque aquilo me incomodava tanto, era tudo que eu sempre quis que fosse. Tão arrumadinho. não .tão limpinho e. não . Tão perfeito. não .
Naquele verão os dias andavam passando tão rápidos, como anos que voassem e horas que pareciam minutos. Eu paralisada naquele calor, impaciente por estar tão parada.
Talvez eu só estivesse sentada naquele sofá e quando acordasse , só tinha cochilado meia hora, mas não , dias passavam, anos voavam , horas corriam e eu sentada naquele sofá paralisada, sem sentimentos e tão igual há tudo naquele lugar.
Muito menos eu conseguia entender o porque algo que eu sempre quis, me incomodasse tanto, essa paz e tranquilidade, tudo tão limpo e arrumado. Não que eu não gostasse daquela sensação de pele queimada de sol, daquele mormaço ainda saindo aos poucos do meu corpo.
Mas eu já não aguentava mais aquela mesma rotina sempre, todas aqueles mesmos momentos, como se fosse uma reprise do dia anteriores, sempre.
Derrepente, algo novo aconteceu ..
Estremeci naquele sofá .. algo no tempo tinha mudado, o sol radiante tinha sido trocado por nuvens carregadas de chuva, cinzentas , tristes e enormes. Fiquei com os olhos arregalados , fixos naquele céu escuro. Olhei em minha volta e nada mais parecia estar no seu lugar, comecei a tentar arrumar as coisas desesperadamente, pareciam sujeiras no chão , e senti uma vontade de chorar e arrumar tudo, quem tinha o direito de ter bagunçado aquele lugar daquele jeito horrível ? Sentei no chão e comecei a chorar, apertei meus joelhos contra meu peito, fechei os olhos e escutei uma voz que dizia : ACORDA OU VOCÊ VAI PERDER A HORA DA ESCOLA!
Levantei da minha cama correndo, me arrumei em um minuto e fui para a escola, e cheguei atrasada. Fiquei para o lado de fora da sala esperando dar o sinal para a segunda aula, comecei a pensar no meu sonho. ' Que estranho ', pensei.
Derrepente, algo como uma gota de água caiu sobre minha cabeça. Olhei para cima , deixei aquelas gotas caírem sobre meu rosto por alguns minutos. Aquelas gotas, ou não . Me fizeram entender que sempre quando tudo está normal, tudo que procuramos é uma bagunça, para fazer de tudo , sofrer, chorar, espernear, para coloca-la em ordem denovo.
'' Ei, o sinal já tocou'' . Minha professora me avisou. Levantei correndo e entrei na minha sala, para assistir mais uma aula , como todo dia.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Quanta miséria.
... pensei em quantas vezes eu reclamei do almoço, porque talvez não tivesse carne. Me lembrei também das vezes que briguei com minha mãe porque ela queria que eu comesse miojo. '' Quanta hipocrisia a minha ''..pensei também em quantas vezes eu fiquei muito brava porque tinha acabado a luz e eu não poderia tomar meu banho quente, e das tantas vezes que senti frio, porque sai sem casaco. Bem que minha mãe tinha me avisado. Talvez aquele frio não fosse nada , nem metade do que aqueles mendigos passam.
..pensei das vezes que reclamei que estava sem roupa, com o guarda roupa cheio. E também das vezes que quis o quarto da Cinderela, já que o meu ainda era o da gata borralheira.
..pensei na minha pobreza de espírito, na minha vontade, em mim, denovo. Talvez eles não tenham nada, ou tenham tudo, essa riqueza em espírito. O pouco que tem, dividem. E o muito que tenho, eu quero mais.
'' Quanta hipocrisia a minha. ''
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Retrospectiva
Pensei, pensei, pensei .. resolvi pensar denovo, pensei, repensei e nada denovo.
Quem sabe eu não fale de perda de memória, ou até mesmo de umbigo, umbigo? tsc Oo
Minha mente estava tão cheia que não consegui pensar em nada.
Foi então que pensei, talvez eu fale sobre minha cabeça, quero dizer, sentimentos.
Resolvi então não falar, mas olhar!







terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Que maluca é essa?

olha que lindo aquele chapéu, olho para as mãos e elas estão entrelaçadas com outra, penso, e tento me distrair, mas eles parecem me perseguir, não conseguia entender nada, até que descobri que o amor não é para se entender, e sim ..
para se viver!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
(*) (S)
(..) Mas tem jeito ? Agente manda nesse coração cachorro ? Agente quer mais é viver , sem ter consequências de nada, oque é impossível, claro. Quem entende? As pessoas aprendem todos os dias e aprenderam assim. E esse medo que nos atormenta todos os dias? Esse medo de viver, de amar. (..)

(..) me ensinou a amar, a viver e a sorrir.. independente da situação, mesmo que esse sorriso tenha uma pontinha de sarcasmo. Se é para ser irônico, vamos ser. Ser natural e espontâneo, amar alguém e ter medo de perde-la e não de amá-la. Sentir saudade, mesmo depois de acabar de estar junto.
As conversas, com respostas praticamente mágicas, instantâneas, despertadas quase por um sinal, vários olhares e sorrisos, assuntos de todos os tipos. Já quando não se pode ver mais, tudo muda. Quando escrito, bilhetes ou cartas, tem a espera, a elaboração, o cuidado. Uma carta sem espaço para resposta , uma carta pequena , sem mais. Pensei em listar suas qualidades, mais achei melhor dizer amor, é tudo oque você me proporciona desde o dia em que nossas vidas se esbarraram pela primeira vez. É por você que eu largaria tudo, é pra você que daria tudo, é você que desperta o meu sorriso mais sincero. Sem você, já nem sei mais de mim.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Minhas estrelinhas.
"- Não chora , por favor!"
"- Hum, te amo. "
"-Eu também te amo, eu vou voltar"
"- Lágrimas! Tá, mas não demora..."
"- Snif!"

Ultimamente eu andava com os olhos vermelhos e o coração apertado, qualquer música e qualquer lembrança me faziam chorar. Não que eu não estivesse sorrindo, mas de verdade, meu coração estava em ruínas.
Quando eu era criança, ao me recolher, quando fechava os meus olhos, me perdia na escuridão, e só encontra com as estrelinhas , pontinhos de luzes multicoloridas que encontrava ao fechar os olhos e olhando-as , adormecia sem perceber. Já esperava por elas todas as noites, sabia que ia encontrá-las, as estrelinhas ( um apelido carinhoso de me minha parte) Até que um dia não as encontrei mais, e percebi que isso significa crescer, e se eu soubesse que crescer significava tudo isso que sinto hoje, queria continuar vendo minhas estrelinhas.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Bom .. eu nunca sei exatamente como começar certos assuntos, ou como se começa um pensamento, é inevitável em certos momentos , quando se bate, já esta lá .. e quase nunca dá pra saber do onde veio e para onde ele vai ..
Há que está ligado um pensamento ?, pra que serve um pensamento?, se existe algo ligado entre sentimento e pensamento eu não sei, mas eu sei que não é apenas o mento.
Se essa culpa continua me atormentando, se esses pensamentos me assombram e me fazem sentir dores no peito é porque existe sim uma ligação, se essa memória insisti em me perturbar, o que eu devo fazer ? esquece-lo?
(...) E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: “Por você, faria isso mil vezes!” (...)
Não sofreu. Ou, talvez, tenha sofrido. A questão é que o coerente não sabia o que era e o que não era sofrer. Sabia o que era uma gripe ou uma pequena enxaqueca. Agora, sofrimento, ele não sabia não. Sofreu pelo resto da sua vida. Culpado. Podia ser bom , mas não foi, podia ter mudado , mas não mudou, foi egoísta , assim como em toda a sua vida, egoísta com ele, egoísta com o mundo.
(..) Há "um jeito de ser bom de novo". (..)
Há uma jeito de ser bom de novo sim, há uma maneira de acabar com o todo o sofrimento e arrependimento, há uma maneira de ser bom , mas isso depende da sua própria vida , de sua coragem morta há tempos, e que talvez .. seja ressuscitada.
Encontrar a saída não é sempre tão bom assim , talvez a saída represente o começo de uma grande jornada, e tenho dito.
(..) Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas não iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo. Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos. Porque, quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez eu tivesse simplesmente testemunhado o primeiro floco que se derretia. (..)
'' O caçador de Pipas '' - Khaled Hosseini.